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quarta-feira, 25 de março de 2015

A VERDADE SOBRE MINHA VIDA



Bom hoje resolvi fazer uma análise da minha vida até aqui.

Vou começar do começo (haha, jura?), fui uma criança bastante teimosa. Sou a filha mais velha de três filhos. Sempre tive que "lutar" muito com meus pais pra conseguir o que queria. E quase sempre consegui. Fosse pra chamar uma amiga em casa, pra comprar um brinquedo caro, pra participar de uma excursão. E assim foi até a adolescência.
Foi quando o mingau começou a desandar. Comecei a namorar cedo, eu acho, com uns 15 anos. Hoje acho cedo porque quando namoramos temos que ceder em alguns aspectos pra compartilhar os sentimentos com outra pessoa. E nessa idade não temos maturidade pra isso.
Bom, conheci então, o que eu achava até uns meses atrás ser o amor da minha vida. Primeiramente não dei muita bola pra essa pessoa não. Cheguei até a desprezar. Até que ele começou a namorar outra. Isso despertou em mim um sentimento de disputa enorme e como se passassem segundos comecei a amá-lo com todas minhas forças. E como sou teimosa, consegui ser a namorada dele!!!
Fui briguenta ao extremo, sempre querendo impor minhas vontades e exagerando no ciúme.
Não podia deixá-lo escapar de jeito nenhum, afinal era meu troféu.
Chegou a época de vestibulares e por incrível que pareça na escolha da minha profissão não lutei. Queria cursar Medicina Veterinária, mas teria que morar em outra cidade e dessa maneira não conseguiria manter meu trofeuzinho do meu lado, não seria mais a dona da situação.
Simplesmente desisti de ir atrás desse sonho e optei por um curso "semelhante" e o melhor de tudo (o que eu pensava naquela época) o mesmo do meu amor!!! Ficaria fácil controlar ele assim.
Quanta idiotice. Passaram três anos do curso na universidade resolvi que ele não era mais o amor da minha vida! E começou a curtição.
De novo não planejei nada, agi por impulso, e fui curtir todas as baladas, amigos, churrascos, que a vida estava me proporcionando. Não pensei no futuro. Na minha profissão. O que faria depois que terminasse a universidade. Hoje enxergo isso com facilidade, antes achava que cada minuto perdido seria um desperdício.
Me relacionei com diversas pessoas nesse período. Conheci todo tipo de gente. O que eu tenho desse tempo além de muitas lembranças, são alguns poucos amigos.
E foi ainda no ambiente universitário que conheci a pessoa que se tornaria o pai dos meus filhos. Mas isso também não foi planejado.
Começamos com um relacionamento descompromissado, do qual todas minhas amigas eram contra. Sem exceção. Afinal ele tinha uma namorada em outra cidade. E lá veio de novo aquele instinto de disputa e fiz de tudo pra ele ficar comigo. E ficou!
Mais um troféu pra minha coleção. E como todo o resto da minha vida sem planos, fiquei grávida.
E não parei pra pensar nas consequências desse fato importantíssimo. Fomos morar juntos com apenas dois meses de relacionamento. Mudei de cidade. Fui viver um inferno. Mas afinal eu escolhi assim, ou não. Isso eram consequências das minhas inconsequências. "Tenho que dar conta de tudo isso" era o que eu pensava.
E assim aguentei por sete anos, incluindo mais uma gravidez não planejada, esse "casamento".
Eu nunca quis preocupar ninguém com meus problemas. E não eram poucos. Minha vida estava longe de ser tranquila.
Fui aguentando, até cair em depressão. Foi uma fase muito difícil, mas sempre tive um companheiro do meu lado. Mesmo que não fosse o príncipe encantado.
Na tentativa de melhorar esse meu estado de saúde voltamos a morar na minha cidade. Foi aí que tudo desandou de vez ou melhor foi quando tudo começou a fazer sentido.
Pela primeira vez acho que planejei alguma coisa. Queria me separar. Estava convicta disso.
E nesse alvoroço de emoções, voltei a ter contato com o "amor da minha vida". Ele estava em outro país. Conversávamos todos os dias por mensagens. Estava nas nuvens. 
Me separei. Aí algumas coisas que eu não tinha planejado começaram a acontecer. Primeiro meu filho mais velho quis ir morar com o pai. Depois a mais nova.
Fiquei completamente sozinha!
E o amor da minha vida voltou pro Brasil, mas diferente do que eu imaginei, ele nem quis conversar comigo.
Foi quando apareceu um "amigo" das antigas e começamos a sair. Mas falei pra mim, dessa vez vou planejar tudo, vou tomar o maior cuidado, não vou me jogar de cara.
Isso mesmo que fiz, coloquei limites para aquele relacionamento. Seríamos só amigos coloridos. Mas o que eu não esperava é que eu fosse me apaixonar. E quando estava completamente apaixonada, adivinhem, levei um pé na bunda.
E pela primeira vez, em quase toda minha vida, estou sofrendo porque dessa vez não fui eu quem escolheu encerrar um relacionamento.
E de novo o instinto de disputa veio à tona, pois ele já tinha outra pessoa.

E cá estou eu de novo tentando planejar alguma coisa na minha vida. Planejar me afastar e não lutar pelo que quero no momento. Tentando desviar o foco desse instinto maluco que tenho.
Mas sabe, essa não é minha essência. Porém acho que chegou a hora de por o pé no chão e me dedicar única e exclusivamente a mim.

Estou planejando voltar a estudar, estou focando na minha saúde e aparência. Mas não está sendo fácil não. Meu inconsciente luta comigo. Ele quer que eu dispute, ele quer que eu entre numa briga.
Mas qual é a necessidade meu querido inconsciente de eu ter um relacionamento, posso ser muito bem feliz sozinha.
E como é difícil mudar uma atitude que te acompanhou a vida toda. A disputa agora é comigo. É com a minha mente.
Estou treinando meu cérebro ou coração, ou os dois, pra mudar o foco. Sinto um vazio enorme. Uma vontade de abraço infinita. Mas vou conseguir, porque uma das minhas características é ser teimosa.

Parando pra pensar: quem sou eu de verdade? O que eu quero pra minha vida daqui pra frente?
As respostas que recebo imediatamente aqui na minha cabeça não são as melhores.
E mente teimosa viu!!!!!

E nessa vou desperdiçando toda a minha energia sem sair do lugar. Mas a roda começou a girar pelo menos.

Hoje escrevi viu!!!! Quem tiver paciência de ler até aqui, muito obrigado!!! Talvez minha vida dê um livro....rsrs

Beijinhos

Carol Tafuri 


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