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quinta-feira, 26 de março de 2015

A PAIXÃO - QUÍMICA





Quando vemos ou conversamos com "aquela" pessoa, o coração acelera, as mãos suam, ficamos com as bochechas coradas, dá aquela queimação no peito e frio na barriga.
Fomos atingidos pela flecha do cupido no coração?
Não, na verdade estamos tendo diversas reações químicas em nosso cérebro. Isso mesmo, a paixão não tem nada a ver com o coração!

Segundo estudos científicos, os responsáveis por essas emoções são substâncias como, por exemplo, a dopamina, que nos deixam com aquela sensação de que o amor é lindo.
Pesquisas mostram, ainda, que algumas regiões do cérebro da pessoa apaixonada, ricas em dopamina e endorfinas, são mais ativadas nesse estado emocional.
Juntas essas substâncias causam o circuito de recompensa do cérebro, ou seja, quanto mais contato com o objeto da paixão, maior será a sensação de prazer (como comer quando está com fome).
A adrenalina e noradrenalina, substâncias que também tem aumento nas pessoas apaixonadas, são responsáveis pela aceleração dos batimentos cardíacos e memória para novos estímulos, respectivamente. Por isso lembramos da roupa, da voz da pessoa e estamos sempre de prontidão e nos sentimos menos cansados ao lado da "pessoa".
Ainda na onda das substâncias que aumentam em pessoas sob efeito da paixão está a ocitocina. Ela é o hormônio da formação de laços afetivos duradouros e intensos. Esse hormônio é o mesmo liberado pela amamentação. Essa substância tem suas doses aumentadas no organismo também quando recebemos uma massagem, um abraço, um toque e contato sexual. Seria então por essa razão que amizades coloridas evoluem rapidamente para grandes paixões?
Existe também uma proteína, a mesma que provoca suor nas mãos, que segundo estudos aumenta nos primeiros meses de relação, causando euforia e dependência.
Já a serotonina, diminui cerca de 40% na fase da paixão. Essa substância tem efeito calmante e ajuda a combater o estresse. Incrível não?
E por último, mas não menos importante a testosterona, hormônio masculino, que aumenta na mulheres atuando diretamente na libido sexual e diminui nos homens, minimizando a agressividade.
Depois dessa aula de bioquímica fico pensando, será que a paixão é única e exclusivamente uma cadeia de reações químicas e liberação de substâncias? Então como explicar porque aquela pessoa e não outra? 
A ciência ainda não tem essa resposta. Mas existem diversas linhas de pesquisa sobre essa escolha. 
Uma das teorias é a dos feromônios compatíveis. Feromônios são substâncias "exaladas" pelos animais a fim de atrair o parceiro para o acasalamento.


A teoria evolucionista de Darwin consideram a atração por certos tipos de corpos. Mulheres com quadris largos e homens com as costas em "V", seriam extintivamente escolhidos por serem mais capazes de se reproduzir e continuar a espécie.Mas a mais recente pesquisa diz que nos apaixonamos pelas pessoas que correspondem a um conjunto de expectativas que formamos ao longo da vida, muitas vezes com base em experiências vividas na infância. É um estudo inédito, partindo do princípio que as crianças também vivem amor e paixão, em algum grau. Mas será impossível explicar cientificamente por que nos apaixonamos por uma determinada pessoa. Os motivos são inconscientes, inacessíveis, segundo os pesquisadores.


Em estudos, antropólogos e neurobiólogos, estipularam uma sequência que explica a evolução dos sentimentos:

- A primeira etapa é a busca pela gratificação sexual, onde há atuação intensa da testosterona.
- A segunda etapa é a paixão propriamente dita. Existe uma explosão química regada por endorfinas, dopamina e todos as substâncias explicadas acima. É nessa fase que ocorre a atração por alguém em particular.
- A terceira etapa é quando o fogo baixa. Nessa fase o que conta é o companheirismo, o apego e a vontade de dividir o ninho, procriar.


Existem pessoas viciadas no mecanismo da paixão que buscam uma nova pessoa toda vez que os sintomas da paixão passam. Quando essa ação se torna frequente pode haver alguma alteração de personalidade, como a bipolaridade.
Há outras pessoas ainda que bloqueiam esses sintomas, por medo de sofrer ou insegurança. Para não correr os riscos da paixão, racionalizam a situação e bloqueiam o mecanismo.
Psicólogos dizem que para apaixonar-se é necessário estar com o coração predisposto, ao contrário do que dizem não nos apaixonamos por acaso.

Outro dado interessante é que os homens se apaixonam primeiro, porém essa química pode durar apenas algumas horas. Enquanto as mulheres são mais cautelosas e sua paixão é baseada no psicológico e quando se instala demora mais pra passar.

Bom tudo quimicamente, psicologicamente e antropologicamente explicado!
Porém eu acredito em alma, vidas passadas e karma. Mas esse é um assunto para o próximo post...

Tomara que gostem da abordagem científica!!!!

Beijinhos

Carol Tafuri

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