Mulher de 30 e poucos
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quarta-feira, 25 de novembro de 2015
O TEMPO
É, o tempo está passando...
São meses e meses daquela mesmice que eu amo. Todos aqueles dias desperdiçados na cama com aquele que eu realmente queria estar do lado.
Não temos fotos de viagens, não temos lembranças de grandes acontecimentos. O que tenho somente são memórias dos nadas que fazemos e que gosto tanto.
Gosto dessa não necessidade de expor o que sinto e vivo pra outras pessoas baterem palmas. Dessa simplicidade que me rodeia e que curto como se estivesse fazendo a viagem dos meus sonhos.
Não, não deixei de sonhar nesses meses. Apenas meu coração aprendeu que não devemos ter pressa pra certas coisas e que tenho tempo suficiente pra realizar todas as minhas fantasias.
Por isso guardei minhas cobranças, por isso não me desfiz em DR's infindas. Estou dando o melhor que posso, vivendo os momentos que me são dados com todo o amor que tenho aqui guardado.
Por isso mimo, agrado, surpreendo, mesmo que nenhuma das minhas intrínsecas expectativas sejam supridas. Quando terei tempo novamente para viver essas experiências?
Não, não estou perdendo tempo. Estou ganhando maturidade. E uso minha experiência a cada dia. Uso meu silêncio ao meu favor. Aceito quem eu quero do jeito que vier. Afinal, tanto tempo se passou nas nossas vidas, não tenho direito de querer mudar tudo.
Esse tempo que passo junto desse alguém que gosto tanto, de alguma forma me transforma em alguém melhor. Às vezes, em alguém pior também. Mas é assim que vou me moldando. Sou um ser em constante transformação.
Claro que o conflito existe. Claro que hoje gostaria de poder escrever uma carta de longas declarações. Claro que gostaria de gritar pro mundo tudo que guardo aqui.
Mas o tempo certo irá chegar. O momento de viver tudo em plenitude irá chegar. Enquanto isso vou enchendo meu coração de bons sentimentos por quanto tempo suportar.
Isso é felicidade? Não sei. Talvez seja. Essa capacidade de controlar ansiedades, angústias e transformá-las em coisas boas.
São escolhas diárias, como encher um cofrinho de moedas. Não se cria expectativas quando vamos lá e depositamos uma pequena quantia. Também não ficamos contando quanto estamos colocando lá dentro. Mas quando abrimos o cofrinho a surpresa sempre será boa!
Beijinhos
Carol Tafuri
quarta-feira, 21 de outubro de 2015
SOBRE SONHOS E CASAMENTOS
E ontem assistindo um programa de decoração, isso mesmo de decoração, descobri que ando mascarando algumas verdadeiras vontades minhas.
O programa falava de uma reforma, porém, de uma reforma especial. Se tratava de uma empresa especializada em pedidos de casamento.
E esse é um assunto que me incomoda porque tinha planos muitos concretos pra minha vida de como seria quando eu fosse me casar.
Na minha memória consigo refrescar alguns sonhos ainda de como seria...
Pra começar eu teria o namorado perfeito que me faria o pedido mais lindo do mundo, bem clássico, num jantar romântico, com toda pompa que tivesse direito.
Alguém que realmente me amasse, que fizesse qualquer coisa pra me ver feliz!
E claro, meu casamento seria na praia, pra poucos amigos, meu vestido seria simples, eu estaria descalça com os cabelos soltos enfeitado com algumas flores.
Meu futuro marido estaria de bermuda e camisa claros e no final do casamento entraríamos no mar.
Mas porque eu vivo mascarando essa vontade? Sempre que surge o assunto casamento eu logo falo pra todos: "Eu não quero mais casar!"
Talvez eu esteja blindando esse meu sonho com medo de não dar certo mais uma vez. Sim, eu já fui "casada" e, claro, não foi nada do jeito que sonhei.
Sinto um peso em sonhar com isso, não me permito ter essa vontade, mas por quê?
Talvez essa minha frustração do erro cometido me impeça, mas não, a partir de ontem, depois que vi que pode existir sim tudo aquilo que sonhei... depois que vi que existem pessoas dispostas a realizar o sonho da outra... Quando tiver que dizer, vou ser franca: "Sim, eu sonho em me casar". E vou dar todos os detalhes de como quero que isso aconteça!!!
Eu me permito sonhar!!! E por que não, não é mesmo?
Beijinhos
Carol Tafuri
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
É AMOR?
No dia em que nos conhecemos sabia que algo ia acontecer. A
música, o ambiente, a conversa. Mesmo que eu não quisesse, mesmo que eu tentasse
o destino já tinha feito a nossa cena.
Alguns encontros depois eu sabia, mas sabia de verdade. O
sorriso dele fazia minha alma sorrir também. As conversas divertidas e ainda um
pouco tímidas de quem não se conhece muito a fundo, as mãos que sempre se
procuravam, e a vontade cada vez maior de conhecer aquele mundo enigmático que
me convidava delicadamente para fazer parte dele não me deixavam mentir. Era
amor, só podia ser. O melhor som em meses era o apito do Whatsapp me avisando
de uma nova mensagem, o tempo que passávamos juntos eram surpreendentes, e a
química parecia não enjoar nunca do tato um do outro. Mas aí descobri que isso
era só novidade, o nome daquilo que ganha outro significado depois que se
conhecia a rotina.
Me acostumei tanto, que um dia sem a presença dele, física
ou não, era um dia simplesmente perdido. Comecei a ter ciúmes das amigas que
nem conhecia, a ficar invocada quando os finais de semana que não eram mais só
meus, e a me entristecer por tão pouco, que qualquer passo fora da linha que eu
havia ilusoriamente traçado, era motivo de consternação e claro, de tecer
inúmeras caraminholas na cabeça. Se isso não era amor, não era mais nada. Se
esquecer da própria individualidade em prol de alguém deveria ser a maior prova
de devoção que se pode oferecer ao outro. Mas não, isso era só carência, o
sentimento que cega muito antes de se perder o olhar.
Meses depois, eu ainda não sabia justificar a imensidão do
que sentia por ele. Toda vez que parecia amor, eu compreendia que tinha algo
muito além por trás. Então, como saber? Como se certificar absolutamente de que
dentre todos os caminhos que se apresentavam naquele timing este era sim aquele
o que tinha mais entrega? Como não confundir o brilho nos olhos, a saudade, o
desejo, a expectativa, com algo que necessariamente é muito maior do que
qualquer definição? Eu digo que só descobri que era amor de um jeito: quando eu
permaneci.
Naquele momento que parece tudo desmoronar, que os ventos
não conspiram a favor, quando surge aquele momento que você tem certeza de que
o sentimento não é recíproco, e mesmo assim a gente não se deixa abalar, é o
amor dizendo que aqui ele encontrou abrigo. Quando a admiração pede licença, o
respeito abre passagem e o ego desce do seu pedestal soberano, também é o amor,
garantindo que cada resquício de parceria seja dotado de merecimento.
Eu só queria dizer pra você não desista porque eu não
desisti. Persista porque se existe vontade as coisas se ajeitam. Eu só queria
dizer pra você não desistir, pois o mundo anda tão descartável...
segunda-feira, 14 de setembro de 2015
À ESPERA
Esperando...
Aquele dia em que vou saber se meu cafuné é o melhor do mundo.
Aquele dia em que vou saber se meu perfume é o mais gostoso.
Aquele dia em que vou saber se minha presença é importante nos momentos mais felizes e também nos mais difíceis.
Aquele dia que terei certeza que não sou só uma opção pro dia que não tem balada ou UFC até de madrugada.
Aquele dia que terei certeza que meu abraço é um lugar de paz. Que posso ser a amiga que sempre quis ter e que sentirá um tesão absurdo mesmo eu estando de pijamas de bichinhos.
Aquele dia em que vou receber um convite: "Vem aqui só pra ficar comigo, hoje só preciso de você!"
Aquele dia que terei certeza que não sou só sexo garantido.
Aquele dia que farei planos pro réveillon ou pelo menos para o próximo fim de semana.
Aquele dia em que não ficarei ansiosa, reclamando com as amigas das incertezas dessa vida.
Ás vezes questiono até a minha certeza de que quero ser tudo isso.
Mas não vou esperar pra sempre. Mesmo gostando tanto, mesmo me declarando. Mas vou ficar, vou ficar até quando eu achar que vale a pena.
Ainda vou relevar todas as vezes que for trocada por coisas mais importantes, vou continuar dando o espaço necessário. Até quando eu achar que devo.
Beijinhos
Carol Tafuri
segunda-feira, 13 de julho de 2015
ESSE TAL DE MEDO
Medo de que se a vida é feita pra viver?
Medo de se arrepender?
Medo de se magoar?
Medo do que os outros vão pensar?
Medo de fazer errado?
Medo de se arrepender?
Medo de se magoar?
Medo do que os outros vão pensar?
Medo de fazer errado?
Tem muita gente que de tanto medo que tem acaba sem viver sequer o mínimo nessa vida.
É tanto medo pra driblar que essa passa a ser sua essência.
É medo de arriscar e de ficar parado.
Medo de amar e de ser amado.
Medo de dar um passo a frente.
Medo de experimentar coisas.
Medo de sentir.
Medo de amigos falsos.
Medo de perder o emprego.
Medo de não agradar.
Medo de passar vergonha.
Medo de passar dos limites.
É tanto medo pra driblar que essa passa a ser sua essência.
É medo de arriscar e de ficar parado.
Medo de amar e de ser amado.
Medo de dar um passo a frente.
Medo de experimentar coisas.
Medo de sentir.
Medo de amigos falsos.
Medo de perder o emprego.
Medo de não agradar.
Medo de passar vergonha.
Medo de passar dos limites.
Esse medo é encarcerador.
Deixamos de fazer tanto por medo.
Deixamos de fazer tanto por medo.
Claro que o medo é uma proteção do ser humano e de todos outros animais.
Mas tem gente que exagera.
Mas tem gente que exagera.
Acho que já perdi alguns medos.
Medo de ser rejeitada.
Medo de perder.
Medo de começar de novo.
Medo de enfrentar o desconhecido.
Medo de ser rejeitada.
Medo de perder.
Medo de começar de novo.
Medo de enfrentar o desconhecido.
Hoje sou menos medrosa. Mas alguns ainda me perseguem.
Objetivo de vida: perder cada vez mais medos!!!
Só assim vou ter certeza que vivo intensamente, sem que o medo me limite!
Beijinhos
Carol Tafuri
quinta-feira, 25 de junho de 2015
50 COISAS SOBRE MIM
Eu sei parece egocêntrico demais esse post, mas é um convite a todos pensarem um pouco sobre suas vidas...às vezes achamos que nos conhecemos tão bem...e acabamos esquecendo defeitos e qualidades que possuímos. Então lá vai, pra quem tiver paciência de ler!!!!
- Tenho dificuldade em me expressar em palavras, sou melhor com a escrita :)
- Eu acredito no amor. Poucas pessoas hoje acreditam. Eu acho que ele resolve tudo.
- Amo música boa!!! Mas minha preferência é pelo bom e velho rock'n roll.
- Adoro cerveja. Nada como uma boa roda de amigos regada com cerveja.
- Aliás amo fazer novas amizades, mas também adoro conservar os velhos amigos.
- Sou completamente estabanada. Minhas pernas se parecem com a de um dálmata.
- As vezes pareço meio grosseira, mas no fundo sou romântica assumida.
- Adoro dar presentes.
- Amo receber presentes também (tem alguém que não gosta?)
- Adoro cantar (sei lá se canto bem ou mal, mas gosto ué).
- Adoro fotografia. Procurar ângulos e imagens legais pra fotografar (saudades da minha câmera)
- Me preocupo demais com as pessoas que amo.
- Odeio decepcionar. Quando isso acontece o mundo desmorona pra mim.
- Sou egoísta e ciumenta. Tenho ciúmes de tudo e de todos. Se pudesse guardava certas pessoas em potinhos.
- Sou controladora, gostaria de mudar isso, mas adoro que as coisas aconteçam do meu jeito.
- Tenho pavor de grilos, apesar de ser bióloga.
- Amo a natureza. Se quer ver meus olhos brilharem converse comigo sobre isso.
- Nunca guardo rancor. Acho desnecessário levar esse peso na vida.
- Sou ingênua. Já me passaram pra trás diversas vezes sem eu perceber.
- Nunca viajei para o exterior. Essa vai durar pouco tempo.
- Não tomo leite de jeito nenhum.
- Adoro cozinhar pra quem amo e receber elogios pela comida. Faço realmente com amor.
- Sou muitoooo dorminhoca. Me de uma chance e passarei o dia dormindo.
- Adoro dançar.
- Não tenho uma religião bem definida. Mas acredito no espiritismo.
- Sempre fui muito CDF. Aliás preciso voltar a estudar.
- Adoro ler, ler, ler...adquirir conhecimentos.
- Peço desculpas com muita facilidade. Não sou orgulhosa.
- Sobremesa pra mim tem que ser de chocolate.
- Já toquei piano.
- Já tive depressão. Não desejo pra ninguém. Mas me recuperei!
- Amo a praia e o mar. Pra mim tem uma atmosfera diferente.
- Adoro me arrumar, me sentir bonita.
- Aliás sou compradora compulsiva. Adoro uma novidade.
- Adoro malhar.
- Sonho em ser veterinária.
- Odeio frio. Pra mim só serve pra ficar na cama.
- Tenho medo de perder as pessoas que gosto.
- Acredito que tudo acontece por um motivo.
- Tenho dois filhos lindos! Mas não moram comigo.
- Sou super desorganizada. Mas tenho meus dias de Micaela Goes...rs
- Dificilmente fico de mal humor.
- Quando fico triste choro pra caramba. É uma reação.
- Meu maior defeito é deixar coisas pra resolver depois.
- Quando gosto me entrego demais.
- Sou muito ansiosa quero que as coisas aconteçam ontem.
- Adoro assistir filmes.
- Não sei nadar, mas me viro.
- Eu, minha irmã e meu avô fazemos aniversário no mesmo dia.
- Sou feliz na maior parte do tempo da minha vida. Tenho dias tristes.
Beijinhos
Carol Tafuri
quinta-feira, 18 de junho de 2015
SOBRE A VIDA
Busco fazer a diferença nas vidas das pessoas que amo.
Deve ser por isso que muitas vezes escondo alguns defeitos e suporto adversidades que nem podia imaginar que aguentaria.
Se sentir importante é se sentir amado. E se importar é amar também!
Eu me importo demais com as pessoas ao meu redor. Eu amo demais!!!
Sou assim mesmo inteira e escancarada. Não consigo disfarçar sentimentos por muito tempo.
Jogo todas as minhas cartas na mesa. O baralho da minha vida é acessível pra quem quiser. Meu coração está sempre aberto para receber quem quer que seja. Sempre tem espaço pra mais um amigo, pra mais um amor.
Deve ser por esse motivo que sofro tanto. Sofro porque espero das pessoas a mesma abertura que dou. Sofro porque espero ser tão importante quanto a importância que dou ao outro. É a tal da expectativa.
Sofro porque amor tem que ser correspondido. É o que eu acho! Sofro porque não sei deixar nada pra depois. Minha vida tem uma urgência de pronto socorro!!! Preciso viver hoje e agora!!! Nada de deixar pra depois. O depois pode nem existir.
Os sentimentos são como um papel bem fino. Qualquer gota de decepção que nele caia vai deixar uma marca, que mesmo depois de seca vai continuar aparecendo. Muitas vezes pode até rasgar o papel.
Calma, eu preciso de calma. Essa minha sede de emergência vem destruindo castelos que construo com as cartas da minha vida!!!
Um passo de cada vez como se fosse um bebê aprendendo a andar. Se esse bebê tentar correr com certeza ele irá cair. E tenho caído tanto...
Freio, preciso de um freio. Freio de sístole e diástole. Freio de sinapses entre meus neurônios. Meu corpo, mente e coração estão acelerados.
Preciso recolher minhas cartas da mesa e talvez embaralhar um pouco antes de jogar de novo. Ou até guardá-las numa caixinha e tentar mais tarde um jogo novo.
Algo está errado...só sei disso...algo está errado...
Li em algum lugar que nada é tão destruidor pra gente que nossos próprios pensamentos... E acho que é verdade. Talvez se eu não parasse pra pensar não estaria tão em conflito!
Beijinhos
Carol Tafuri
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